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CAMILAND | |||||||||||||||
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Meu blog morreu Tudo tem começo, meio e fim. Pelo menos é o que dizem. Está certo que algumas coisas não terminam muito bem, outras não se sabe onde exatamente é o começo, e tem histórias com vários fins e vários meios. Mas, começo, meio e fim é o movimento do ciclo de vida de tudo. Este é o fim deste blog. Cancelei a assinatura com o provedor de e-mail (tornou-se completamente sem sentido continuar pagando por algo que eu realmente não precisava e acho que nem mais queria). O blog estava atrelado a isto (aquelas coisas de domínio virtual e os caprichos da divindade de tecnologia que já comentamos aqui). O blog está condenado, e esta é sua cartinha de despedida. Pode ser que eu aproveite os textos deste blog em um novo blog. Pode ser que finalmente eu crie vergonha na cara e organize todo meu material, e quem sabe, escreva um livro, sonho muito antigo. Ainda não está nada certo. A única coisa certa, agora, é a morte do camiland, nesta página da Internet que você está agora. Sinto um certo prazer por matá-lo, preciso confessar. Não, não sou nenhuma psicopata, mas a verdade é que eu estava deixando o blog de lado, e como tudo que a gente deixa de lado, passou a me incomodar um pouco, queria resolver. Eu mesma me cobrando “faz tempo que não escrevo no blog, preciso escrever no blog”. Mas não o fazia. Ou fazia e não gostava. O fato é que ele foi ficando ali, estático, e a única coisa que não suportamos na Internet é o sentido estático da matéria. Gostamos da interatividade e da mudança. Isso é complicado para taurinos e aqueles,que apreciam muito do mesmo. Enfim, voltemos ao blog. Ele se vai. Este é seu adeus. Sua vida foi bem legal, muitas pessoas bacanas leram e deixaram comentários, e elogiaram alguma coisa do blog. Muito carinhosos estes meus amigos. Comigo e com minhas palavras! Vou continuar com elas. (as palavras). Só encerro mesmo os serviços deste blog. Vou em busca de algo mais adequado ao meu ser hoje. Um outro canal de energia. O blog foi demitido, e com aviso prévio, o que me permite deixar este recadinho de adeus. O conteúdo do blog, no entanto, com todas as suas palavras e risos e lágrimas e histórias, eu vou guardar, claro, para sempre. Para finalizar no melhor estilo, escolho este trecho de poesia, escrito aos 10 anos da minha vida, após o acontecimento de uma coisa muito, muito triste: “Não posso mais escrever poemas. Este é o último de minha vida. O poeta que existia em mim, morreu de saudades”. Camila Goytacaz, 5 de setembro de 2007. Para comentar, escreva para camilagoytacaz@hotmail.com Escrito por camilagoytacaz às 19h31 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Luz em Caraíva Estou Caraíva, ao sul da Bahia, é conhecida por sua natureza exuberante, com o encontro do rio e do mar. E o céu daqui é tido como um dos mais estrelados, até pela ausência de iluminação. Consegui ver ultima lua cheia antes da chegada da luz, prateada, redonda, gigante, refletida no mar. Foi simplesmente incrível. Pelas ruas, o que se observa é a movimentação das pessoas instalando relógios de luz, fazendo planos do que comprar primeiro (geladeira, televisão, ventilador). A Gláucia, dona da pousada Flor do Mar, vai começar pelos chuveiros elétricos. Televisão? Ela me diz que talvez, mais tarde. Conversamos longamente sobre os prós e contras da energia. falamos da óbvia conveniência de ter microondas, liquidificador e banho quente, além de deixar de lado os nada ecológicos gás e óleo. O que se nota por aqui é que dá para conviver numa boa com a energia, fazendo bom uso e respeitando a natureza. Toda a fiação do projeto foi feita por debaixo do solo, como em Jericoaquara, assim, não há postes ou fios enfeiando a paisagem tão especial deste lugar. Pelo que pude conhecer conversando com o pessoal local, a comunidade está bastante consciente e muito satisfeita de receber a luz, porque entende que é “o desejo da maioria” como me disse a Gláucia, em sua grande visão democrática. Mas ela também me diz que aqui aprendeu a viver bem sem muitas coisas, com simplicidade. Como saiu de Brasília há 14 anos, já teve uma vida super urbana, e hoje adora a sensação de acordar com o Sol e dormir com ele, de iluminar os quartos da pousada com velas, do barulho do mar tão presente em sua pousada pé-na-areia. Gláucia é muito conectada às pessoas daqui e muito querida também. Nos dias em que estivemos hospedados com ela, acabamos convivendo com a dinâmica do lugar, já que é baixa temporada do turismo, e deu pra sentir a rotina de sua pacata vida. Na casa dela todo mundo chega e entra, sem campainha (não tem luz, lembra?) nem trancas. Ninguém tem pressa, todos chegam, sentam e conversam. As pessoas trazem seus cachorros, que não usam coleiras, e que visitam os cachorros da casa, enquanto os donos batem papo. Aqui tem sempre um cafezinho gostoso disponível pronto e um sorriso no rosto. Com a chegada da luz, Caraíva passa por um divisor de águas, uma ponte do século XIX para o século XX. Vão sofrer a invasão da comunicação de massa na televisão, vão receber a Internet Mas nem tudo são flores no life style sem luz em Caraíva. Ouvi também que o custo de vida é muito cara, e os turistas também acabam pagando. Especialmente a vida das mulheres é complicada, e o belíssimo projeto Mulheres de Caraíva torna possível a geração de renda para senhoras que antes não trabalhariam. Pelo projeto, elas burlam até a questão do machismo, já que os caras daqui parecem não gostar de mulher trabalhando com homem. Na loja do projeto, lindas bolsas, enfeites e camisetas de crochê. A renda é dividida para a artesã e para a cooperativa. Com a chegada da luz, deve baratear a produção. A vila de Caraiva é um microcosmo da realidade do Brasil. O programa Luz para todos trouxe a luz, e só. Ainda fica faltando a educação, a saúde, a moradia, a informação e muitas outras coisas da cidadania e do progresso.Como colocaram as pessoas daqui, a comunidade deve fazer sua parte, acreditando no turismo, por exemplo. Como disse a Gláucia, “não é a luz que traz o progresso, é o progresso que traz a luz”. Para os que como eu estiveram aqui de passagem, fica a saudade de um lugar muito lindo, e a torcida para que as noites de Caraíva continuem iluminadas pelas estrelas! Escrito por camilagoytacaz às 19h30 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Lembrancinha de festa Sabe o que deveriam incluir nestes cursos que supostamente te ensinam a enfrentar desafios? Dar uma festa. Pra mim, sinônimo de trabalhar sob pressão é ser a anfitriã em festas de qualquer porte, claro, aumentando o grau de dificuldade proporcionalmente ao número de convidados. Quanto mais amigos, mais gente te pedindo coisa, chegando, saindo, conversando, enfim, exigindo alguma coisa de você. E o grande lance é que você não quer que eles percebam nada disso. Quer que todos fiquem à vontade. E isso implica em ter lugar pra sentar, boa comida, bebida gelada, papo agradável e.... Você estava indo ligar o som, quando toca a campainha, está atendendo a porta e derrubam cerveja e, aquele amigo que não vê há décadas quer te contar de sua viagem para a Europa. Não estou dizendo que não gosto da confraternização, pelo contrario! Acho que quando boas, as festas costumam ser ótimas! Todo mundo se encontra, a diversão é garantida, não paga nada (famoso boca-livre continua sendo justo motivo para sairmos de casa...) é uma ocasião para ver pessoas queridas, para ser visto, para ganhar presentes! Ah, os presentes! O melhor da festa, para mim, vem no dia seguinte, para olhar com calma e experimentar cada um dos presentes. Este ano, pela primeira vez, eu tive uma caixa de presentes, daquelas, embrulhadinha em papel azul com desenhos de ursinhos. A caixa, em si, foi um lindo presente. E já escrevi aqui, no texto chamado presentes, que pessoas são presentes. Obrigada a todos vocês, lembrancinhas lindas da minha vida, por estarem sempre presente J Camila Goytacaz, mês de aniversário. Escrito por camilagoytacaz às 23h34 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Gente, acho que sou escritora Preciso escrever. A afirmação saiu hoje de minha boca. Nossa, acho que sou escritora. Comecei a escrever na terceira série, surpreendendo a professora, que achava que mamãe “me ajudava” com as redações. Antes de ter um metro de altura, já tinha escrito um poema, chamado “a escolha”, cuja inspiração veio de um trecho de Cecília Meireles, na parte Interpretação de texto (lembram?) no livro de Português. Acabou virando um quadro, feito artesanalmente pelo meu padrinho, e que eu está muito bem, pendurado ao lado de minha cama. Escrevia com alegria na minha infância, sem me preocupar com padrões e estilos. Escrever era minha brincadeira, e minha válvula de escape também. Quando papai morreu, eu com dez anos, escrevi em meu diário um poema que terminava assim: “(...) não posso mais escrever poemas, este é o último de minha vida. O poeta que existia em mim, morreu de saudades”. Eu mal compreendia o mundo ao meu redor, mas podia descrevê-lo com minha letra redondinha. Optei pela faculdade de jornalismo, como ainda devem fazer muitos adolescentes que trazem esta minha paixão por ler e escrever. Coitados, só depois descobrem que a literatura e o jornalismo se separaram há muito tempo, e que o jornalismo por vezes desanima qualquer escritor, com suas frases truncadas copiando os americanos. Pior que texto de jornalista só mesmo texto de assessor de imprensa. Para encurtar a história, virei empresária. Hoje sou sócia de uma agência de comunicação que completa cinco anos de atividade, em franco crescimento. Aprendi muito sobre a comunicação empresarial e sobre administração. Me esforço para aprimorar minha maneira de lidar com pessoas, ministro palestras e treinamentos sobre a “a arte da comunicação corporativa”, freqüento eventos e reuniões sobre tecnologia da informação, mercado em que atuamos. Mercado este, diga-se de passagem, que foi tema da monografia que escrevi e defendi no ano de 2006, na especialização de Jornalismo Institucional. Aliás, está aí mais um exemplo - até em meu texto acadêmico deixei flutuar um pouco com a veia lúdica para redigir, e, pasmem, a banca aprovou a ousadia! Apesar do tempo tomado com a empresa e com as obrigações, nunca abandonei a escritora dentro de mim. Há quase dois anos publico meus textos no blog, que é lido por amigos e conhecidos e surpreendentemente por pessoas que nunca nem vi. É uma forma simples de dizer o que me vai à mente e ao coração, soltar os dez dedos no teclado. É incrível, mas aqui na minha cabeça de escritora as coisas acontecem textualmente. Vejo uma cena engraçada e já penso na história. Alguém faz um bom comentário e penso em um título. Escuto um diálogo e ele vira uma crônica.
Claro, nem todas viram produções escritas. Algumas começo e não termino. Outras, deleto depois de algum tempo. O fato é que eu escrevo. Este é meu hobby. Não sei o porque, nem como escrevo, (porque escrever e escrever bem não são sempre sinônimos). Só sei que escrever é a maior troca que eu já realizei comigo mesma. Quanto mais escrevo, mais desejo fazê-lo. Quanto mais lêem, mais espero que outros possam ler, e mais quero transmitir às pessoas. Basta um espaço, uma folha em branco, e lá estarei eu, conversando com o universo. Na terra das palavras. Camiland, para os íntimos. E você: é o que, além do que já é? São Paulo, 22 de fevereiro de 2007. Escrito por camilagoytacaz às 00h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Amigo secreto em fevereiro Não sei você, mas eu só conheço seis pessoas que já participaram de um amigo-secreto em fevereiro: as Amigas do Coração. Pode parecer engraçado, mas eu adorei a idéia, e por mim agora os amigos-secretos serão apenas em fevereiro. Mas atenção, não conte para elas: pode arruinar tudo. Se combinar para fevereiro, vai acontecer em agosto. Foi assim desta vez. O encontro que rola todos os anos há uns 5 anos estava combinado para novembro. Agora imagine seis meninas. Diferentes. Bem diferentes. Somos nós. Uma é mãe, outra quer casar, uma recém-casada e uma indefinida. O que nos une, na teoria, é a profissão: comunicólogas. Digo na teoria porque na prática acabamos achando um monte de afinidades. Ou seja, olhando de fora parece que é um encontro de jornalistas, apenas. Mas não é. somos mulheres, em diferentes fases da vida, que compartilham experiências. O resultado? Muitas gargalhadas. Entre um brioche e outro (porque os encontros que antes eram um chopp na sexta à noite viraram um brunch do sábado), falamos de reforma, empregada, trabalho, roupas, músicas. O amigo secreto é realmente secreto, isto é impressionante, ninguém conta nada, deve ser porque todas têm rotinas meio malucas, tanto que fomos praticamente pioneiras em aderir ao sorteio pela Internet. Enfim, Amigas do coração acontece umas três, quatro vezes por ano. Se você pensar bem verá que é uma coisa que tinha tudo pra dar errado. Assim, acabar mesmo, como muitos grupos de amigos que se separam ou desanimam quando sufocados pelas agendas e trânsitos e famílias e todas as desculpas/imprevistos que consomem a todos nesta cidade de São Paulo. No entanto, o encontro está aí, rolando sempre, principalmente quando parece que vai desfazer. É justamente aí que aparecemos com algo novo....uma brincadeira, uma novidade, uma invenção. Sempre ali, no velho grupo. Friends of the heart, neste fevereiro, feliz 2007! PS – Nanda querida, que acaba de entrar na Usp, aqui vai meu recado (que tem a ver com o tema: se for sempre novo, seus velhos amigos vão continuar). Camila Goytacaz, 7 de fevereiro de 2007. Escrito por camilagoytacaz às 22h42 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 2007 continua! Já estamos em 2007 há seis dias. Muita coisa vai começar, outras estão continuando. Todos falam sobre o que se inicia no ano novo, mas para mim o que está fazendo a diferença agora é o que pretendo continuar. Algumas coisas se repetem e já dá pra saber deste ano que começou: muita água caindo. Nem as plantas estão mais gostando, acho que chega. A chuva virou pauta de telejornal diário. O bicho está pegando no Oriente Médio (agrava-se ano a ano a guerra mais non sense do mundo). O aquecimento global é preocupante. A condição do planeta é de desgaste. Já estamos em 2007, e ainda tem gente que vai continuar jogando lixo na praia e nas ruas e deixando o chuveiro ligado à toa. Pelo amor de Deus, galera. Vamos economizar água, luz, recursos. Vamos economizar na grosseria. Vamos economizar na falta de educação, e gastar na sabedoria. Vamos gastar saliva pra falar o que é preciso, vamos gastar energia pra mudar o que deve ser mudado, e continuar o que começamos, ali, no ano passado. Porque muitas vezes, mais difícil do que iniciar é continuar, seguir o que nos propusemos a fazer. Em 2007, já podemos prever que vamos nos cansar no transito, sentir medo nas ruas e lamentar a violência. Vamos, então, buscar mais forças para passar por tudo isso, e continuar torcendo e tentando trazer mudanças. E para não dizer que não falei de flores, vamos continuar desejando dias (ainda mais) felizes. Escrito por camilagoytacaz às 22h21 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Estrelinhas! Você já tirou dez? Em prova, na escola, em apresentação de dança, a melhor redação, a melhor pipa, ou campeonato de truco, de jogos, escola de samba.... não importa. O que acontece é que se você já tirou nota máxima em algo uma vez na vida, sabe do que eu estou falando. Aquela coisa deliciosa que a gente sente.... estrelinhas, por alguns minutos! Ficar estrelinhas é a melhor sensação do mundo. Você se sente flutuando, e um alívio enorme, ao mesmo tempo a euforia, nossa, é demais! Sabe na pré-escola, que a professora fazia estrelinhas de carimbo na tua mão e você não queria lavar pra não sair? Ou no ginásio, que você pega a prova das mãos do professor e respira antes de olhar a nota...abre primeiro um olho e depois o outro. Ou pra você mesma, na balança, quando os ponteiros chegam ali onde você queria... pronto, lá vem as estrelinhas! Quando teu desenho é o mais bonito, tua apresentação é a mais legal, tua receita deu certo, teu esforço é reconhecido! “Hum, então valeu a pena!”- é nisso que pensamos, na hora da conquista. A missão cumprida e a prova que damos a nós mesmo de que somos capazes, de que somos vencedores. Neste ano de 2006 eu parei de fumar. Senti estrelinhas. Defendi hoje, dia 12 do 12, minha monografia, e ouvi coisas realmente especiais das pessoas presentes. Valeu dois anos de estrelinhas! Tirar um dez? Muitas estrelinhas. Correr 5 quilômetros tranqüilamente? 5 mil estrelinhas. Aprender a ficar sozinha? Uma estrela D`alva. Dar uma nova chance ao amor? Estrelinhas, claro. Me alimentar melhor? Estrelinhas light J Faça você aí a tua conta e veja quantas estrelinhas acumulou. Quais são as tuas vitórias pessoais? Agora, alto lá - eu disse pessoais, porque no fundo só vale estrelinhas quando você se deu a nota. Não a banca, os colegas, os outros, as máquinas... o que vale é quando você olha no espelho com sinceridade e diz, parabéns, meu! A seqüência ideal – se dê os parabéns, sinta as estrelinhas, e daí vá escrever ou ligar para as pessoas que te ajudaram, de alguma forma, e agradecer por elas existirem! Valeu, gente! Muito mesmo! OS – deixo um parabéns para a Cata também, por ter ido hoje colher as estrelinhas dela no meio da selva, dentro do lago J Escrito por camilagoytacaz às 01h30 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Pôr-do-Sol E aí, Cá? Cadê você? Sumiu? Trabalhando muito? Não entra no Messenger? Não publica no blog?? Não vem visitar? Correndo muito? Não mora mais aqui ???? Algumas das perguntas que ouvi recentemente. Foi assim que descobri que alguns amigos vêem aqui no blog para ter notícias minhas, (só porque, estranhamente, parei de encher-lhes a paciência e desapareci um pouco). Estou com preguiça de explicar para vocês meu sumiço ou onde ando. Tem um pouco de tudo – viagem, monografia, cansaço, namoro, preguiça, sono, bode do computador, pouco tempo em casa, vontade de ficar em casa, cozinha, bla bla bla. Até correndo eu estou. E eu nem acho que sumi tanto assim, aliás. Já passei temporadas bem maiores sem publicar nada e ninguém nem tchum. (mas naquela época eu não tinha tantos fãs... J) Bom, então, mesmo sem inspiração e sem nada de essencial para dizer, queria passar aqui e deixar registrado que- muita atenção agora - estou aqui e estou feliz. Aqui e feliz. Espero que você esteja logo ai, bem perto, e que neste momento sinta-se feliz. Ao menos, neste momento. E já que aqui estamos, não posso passar sem falar deste nosso universo. Vou te dar nossa posição interespacial agora: acabamos de decidir o novo presidente do Brasil. Falta pouco pro ano acabar. Teve um feriado outro dia e já tem outro vindo aí (sou só eu ou vocês também estão se sentindo um pouco atropelados por feriados? Até no Chile peguei um festivo maldito) É isso aí. O Natal vai chegar. Inclusive já percebi uns panetones e enfeites pela cidade. Cara, vai começar tudo de novo.....tudo de novo. Aquelas coisas: decidir reveillon, fechar brindes de final de ano, convites, confusões, emoções, presentes, pegar transito, pegar praia... hum, pegar praia. Oba. Agora chegou a parte que eu mais gosto! Ah, olha o pôr-do-sol no Pacífico J
Beijos! Escrito por camilagoytacaz às 00h28 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Vou pro fim do mundo Gente, desculpe-me avisar assim, em cima da hora, mas estou indo pro fim do mundo. Vou me embora para Pasárgada. Já ouvi interpretações interessantes deste poema de Bandeira. Que Pasárgada pode ser a casa, pode ser a mulher amada, pode até ser a morte. Mas a minha versão neste caso é – vou-me embora para o fim do mundo. No fim do mundo tem muita neve. Tem alfajor. Tem dulce de leche. Tem muito frio e cachecol. Tem coisas novas. Montanhas. Não tem celular. Não tem trânsito. Não tem nem carro, eu acho, no meu caso. Não tem bolsa, nem documento, nem um monte de magnéticos pra prender na porta giratória do banco. Por que ir até o fim do mundo? Exatamente pra não ter estas coisas, ué. E pra ter outras. Pra ter tempo, para ter esperança, para ter noção do tamanho do mundo vendo os glaciais. Enquanto faço esta pequena visita ao fim do mundo, vou sumir do blog. Sim, tem Internet no fim do mundo, mas não pretendo usá-la. Tudo bem, não dá pra ser tão perfeito... estou levando capitulo de monografia para ler, mas nos ares da terra austral até isso de repente é legal. Tenho ido a muitos lugares, ultimamente. Cidades, endereços, reuniões, treinamentos. Agora vou pra terra do fogo. ...lá sou amigo do Rei.
Camila Goytacaz, 15 set 2006. Escrito por camilagoytacaz às 22h57 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Plutão caiu
Pois é, gente. Sinto dizer, mas Plutão não é mais um planeta. Você, que como eu, aprendeu na escola e ficou a duras penas decorando os malditos nomes dos 9 planetas – Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Netuno, Mercúrio, Vênus, Urano e Plutão - pode ter ficado desolé. Afinal, um pequeno espaço do seu HD foi memorizado com isto, dando a ele toda uma importância no capítulo Sistema Solar, e nem planeta o pobre Plutão era. Pois é, Plutão caiu, mas de repente hoje isso não fez a menor diferença em sua vida. Parte de mim ficou contente. Não por Plutão mudar de categoria, nem porque acho que isso fará grandes benefícios à humanidade, a não ser comprovar como a ciência evolui, ou dar o mérito a um maluco qualquer que dedicou sua vida a realmente saber tudo sobre Plutão, ou mesmo ter alguma coisa nova pra ler no jornal. Fora a polêmica, até engraçada, da turma do “deixa como está” e a do rebaixamento que o tornou mero planeta-anão. Mas para mim, a questão é bem mais subjetiva. Enxergando por aqui, pelo meu telescópio, que está aqui dentro da minha cabeça, vejo um outro universo. O fato de mudarem uma verdade tão absoluta, de declararem assim, com a maior naturalidade, que por anos estivemos enganados, me deu tranqüilidade. Tranqüilidade de ver como as coisas mudam, as pessoas mudam, nossa cabeça e nossas verdades mudam o tempo inteiro. O mundo está mudando. Até o Sistema Solar pode mudar. Claro, ele não mudou, continua o mesmo, apenas nós mudamos a forma de vê-lo, mudamos a nossa compreensão em torno dele. Tudo é como você deseja ver. Ou consegue ver. As coisas não são o que são, e sim o que nós compreendemos delas. Pense nisso. O mundo que existe é o que sabemos do mundo, não tudo que ele é. Assim, senti paz em ver que não sou apenas eu que estou mudando. Eu sou apenas parte desta energia que está em tudo. Eu mudo de cabelo, de casa, de sonhos, de roupa, de assunto, de marcha, eu mudo o tempo todo também. Mudo as coisas dentro e fora de mim. Este ano temos uma oportunidade de mudar a política brasileira. Todo dia temos oportunidade de mudar de idéia, mudar o que não queremos, ou não gostamos, ou ainda não começamos. Basta querer. E correr atrás, claro. (afinal, muitas pessoas devem ter dedicado tempo e energia até investigando Plutão). Sabe aquela frase? "Que Deus me dê serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as que posso e sabedoria para distinguir umas das outras"... pois é, pessoal, não sei o autor, mas é isso aí. Cá estou eu – mudando meus sonhos, meus rumos, meus planos, meu tema de monografia. E tudo bem. Porque mudar é parte do processo de ser. (atenção – esta frase não colei não, é de minha autoria. Se forem citar, usem Goytacaz, 2006) J
Escrito por camilagoytacaz às 00h39 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ![]() Escrito por camilagoytacaz às 01h14 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Paixão é jogo de futebol
E isso é a relação do brasileiro com o futebol. Igualzinho de homem e mulher (estou usando a convencional expressão homem - mulher, mas sei das variações e que são igualmente passionais). A gente sofre porque poderia ter dado mais (igualzinho a nossa seleção), porque errou a mão, a medida, porque falou de menos, fez de menos, ou fez demais, e porque faltou vontade. Quantas vezes já desistimos em relacionamentos porque simplesmente faltou vontade. Quantas provas você perdeu na vida porque não acordou? Ou quantas questões errou porque não estava no jogo? Quantas vezes você pensou - se pudesse fazer de novo..... Isso chama arrependimento. É terrível. Não serve pra nada, e ocupa maior espação dentro da gente. Jogue fora. Não adianta nada se arrepender. Não adianta nada lamentar que perdemos. E não adianta nada tentar se poupar de sentir, de sofrer, de se apaixonar. É jogo, e jogo às vezes é tão injusto ... (já falamos de fair play neste blog). O negócio é assistir Itália e França no domingo, e torcer pra aquele que te despertar pelo menos atração! Pois bem. Enquanto temos paixão, vale a pena. Enquanto a paixão compensar, e apesar das mazelas aquilo ainda for gostoso, a gente fica. E é bom. E um dia, vira amor. E aí é um outro jogo.... Camila Goytacaz, 5 de julho de 2006. Escrito por camilagoytacaz às 01h06 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Escrito por camilagoytacaz às 01h34 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] PORQUE ADORO A COPA DO MUNDO! 98 foi um ano de mudanças pra mim. Terminei namoro, larguei a faculdade na metade, e fui fazer intercâmbio, que culminou em casamento estrangeiro. Perdemos a Copa em um triste domingo americano, too many americans ao redor. Um ano muito diferente de tudo, um vice-campeão difícil de amargar. 2002 foi um ano marcante, e muito, muito triste na minha vida. De novo, mudanças, um novo país e um novo amor. Uma cachorra deixada pra trás. Pentacampeonato fez tudo ficar mais fácil, e assistir a final nas areias brasileiras, (depois de engolir tanto churrasco de hamburger, finalmente pi-ca-nha), sentir a energia do Brasil foi fundamental para minha readaptação. Durante esta Copa, todos os dias eu me lembrava porque é bom ser brasileiro. E como é fantástico sermos os melhores do mundo com a redondinha. Assim, uma empresa nasceu (100% capital nacional J) e com ela uma nova Camila. Por todas estas razões e muitas outras, sempre assisto aos jogos vivendo muita emoção. E cada vez mais apaixonada por futebol. Aliás, para as indignadas de plantão, aqui vai a receita que aprendi com minha irmã: futebol, pra gostar, basta acompanhar. Você não gosta porque não tem idéia do que está acontecendo. Você que acha futebol um saco, me escute, é porque não está vendo o futebol, está vendo 22 homens e uma bola. Quando você entender que cada um daqueles caras tem uma história, e que o time tem uma história, e que famílias carregam aquela história, bom, quando você entender o quanto foi difícil aquele chute e o quanto aquele campeonato é decisivo, vai gostar de futebol. É sempre, sempre, um desafio. E a vitória é demais. E quando menos esperar, vai estar que nem eu – preenchendo a tabelinha e colecionando figurinhas da Copa, fazendo probabilidades, lendo o Caderno de Esportes antes dos outros. J Este é 2006. Outro dia me perguntaram: mas você sempre foi assim com o futebol e com as Copas? Eu respondi – não, eu venho evoluindo. A cada Copa gosto mais da seleção, da vibe, dos jogadores, do meu tricolor e de nosso goleiro artilheiro. (E, cá entre nós, vai saber quando teremos um time destes de novo.... os reservas são todos craques!) Enfim, meu astral Alemanha 2006 é: -um pé imobilizado (recomendação – três dias sem encostar no chão) -Atualização total nos jogos da Copa (assisto aos jogos, comentários, melhores momentos e documentários do mundial. Só boicoto os programas de debate que começam a virar hospício de surdo com um bando de tiozinho gritando) - livros para ler, pesquisar e digitar para monografia. - comidinhas (geladeira ok ) - tabela da Copa, camiseta nova, expectativa com o Jogo de domingo. - Trabalho em excelente fase (Inshallah!!!) - coração confiante no amor. - e..... HEXA escrito na geladeira! É nóis, Queiroz! Escrito por camilagoytacaz às 20h55 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Quick and efficient Nao é isso que vendem nas ferramentas? Tudo pra te dar rapidez e eficiência. Hoje estava pensando, acho que estou indo bem. Tudo bem, ainda nao consegui fazer tudo com eficiência, mas no quesito rapidez sou ótima. Leio rápido, digito muiiiito rápido e sem olhar (digitadora das trevas, como chamou um amigo querido) falo no fast forward, penso em 345 assuntos ao mesmo tempo e falo de uns 3, mas sempre volto pro primeiro (altíssima capacidade de concatenação de idéias). Só sou lerda de manhã. Mas resolvo tudo rapidinho, arrumo armário como ninguém, me maqueio e dirigo o carro (sim, sou eu que sustento aquela lenda que mulher passa batom no trânsito), eu passo, e nao pega nada. Passo batom, corretor de olheiras, se tiver muito parado rola até um fio-dental, e, uma confissao: uso o tempo todo o celular, claro, disfarçando fone de ouvido, projeto chega de multas - este é meu lado politicamente incorreto. Que mais... ah, cozinho e uso a Internet ao mesmo tempo, e, se inventarem um aparelho a prova d'água vou conseguir falar ao telefone e tomar banho simultaneamente. Enfim, como vê, se eu fosse uma ferramenta de email marketing ou um sistema ERP ou mesmo um software, me descreveriam como "a ferramenta é multi-funcional, dinamica, se adapta ao ambiente do cliente, é prática, e de grande usabilidade. Ótimo custo benefício, e recursos em módulos inteligentes que vao se complementando. Compreensão de diversas linguagens e o melhor, proporciona interatividade". Agora tem um problema: como toda ferramenta, apresenta lentidão ao tentar executar muitas tarefas e pode travar, ainda mais se as exigências forem muito diferentes. Entao fato é, se voce tentar fazer demais com ela, querer dela o que ela nao pode dar, vai bichar. Acredite em mim, acompanho este mercado há um tempinho, não tem milagre. Traduzindo pra vida da Camila - sim, eu dirijo um carro, uma empresa, uma monografia, uma vida pessoal. Rodo todos os programas. Mas sempre tem um que está um pouco capenga.
Escrito por camilagoytacaz às 23h10 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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